Marcos 4 Estudo: Eis Que o Semeador Saiu a Semear

Em Marcos 4 estudo, veremos que Jesus ensinava às pessoas contando-lhes histórias em forma de parábolas; usou cenas comuns daquela época (o lavrador cuidando do campo, o pastor cuidando das ovelhas) para explicar verdades espirituais para o povo.

O uso das parábolas é um método de ensino que obriga o ouvinte a ouvir com a mente e o coração. Naquela multidão que ouvia Jesus,  estavam diversas pessoas.  Umas procurando provas contra Jesus e outras desejosas de aprender e de crescer.

Assim, como o lavrador lançava as sementes com liberalidade,  a fim de que um número suficiente caísse em terras boas, Jesus direcionava suas palavras aos que estavam sinceramente interessados em ouvir.

Marcos 4 Estudo

Recado importante: Para melhor interpretação deste estudo Bíblico, destacamos na cor vermelha as partes das interpretações de cada versículos, então fiquem atentos e bom estudo.

Marcos 4:1-9 – A parábola do semeador

1 Outra vez Jesus começou a ensinar junto ao mar, e a Ele ajuntou-se grande multidão, de sorte que entrou Ele e assentou-se num barco, sobre o mar (sentou-se num barco no Mar da Galileia); e toda a multidão permaneceu em terra junto ao mar.

2 E lhes ensinava por Parábolas muitas coisas, e lhes dizia em Sua Doutrina (se Ele tivesse ficado na praia, os doentes poderiam tê-lO tocado, sendo assim curados; mas Sua tarefa como um Servo era tratar do pecado, e não dos seus efeitos):

3 Ouvi (escutem): Eis que o semeador saiu a semear (essa Parábola está em Mateus 13, embora com uma fraseologia um pouco diferente; elas são ilustrações tiradas da vida diária, que as pessoas entendiam. No entanto, mesmo assim elas raramente compreendiam Suas Parábolas).

4 E aconteceu que, semeando ele, uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do Céu, e a devoraram (a “semente semeada” é o Evangelho; as “aves” representam Satanás e seus poderes demoníacos).

5 E outra parte caiu sobre pedregais, onde não tinha muita terra, e logo nasceu, porque não tinha terra profunda;

6 Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se (muitos começaram em Cristo, mas não permanecem por muito tempo; isso refuta completamente a doutrina não bíblica da eterna segurança incondicional).

7 E outra parte (das sementes) caiu entre os espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram (as preocupações desta vida, etc.), e não deu fruto.

8 E outra parte caiu em boa terra, e deu fruto, que nasceu e cresceu; e um produziu trinta, e outro, sessenta, e outro, cem (cem por um, etc.).


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9 E então lhes disse: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (aqueles que “ouvissem” corretamente dariam atenção a essas Palavras de Cristo, ponderando-as, até que, de algum modo, a Verdade fosse finalmente revelada; o Evangelho é designado desse modo pelo Espírito Santo intencionalmente, com o objetivo de revelar claramente aquele que não é sincero).

Marcos 4:10-13 – O propósito das parábolas

10 E quando estava sozinho, os que estavam perto Dele com os Doze, perguntaram-lhe (possivelmente, cerca de quarenta ou cinquenta), acerca da Parábola (o que ela significava).

11 E Ele disse-lhes: A vós é dado saber os ministérios do Reino de Deus (aqueles que realmente querem saber), mas aos que estão de fora (aqueles sem qualquer desejo de saber), todas essas coisas se dizem por Parábolas (as Parábolas era usadas para rechaçar aos que eram meramente curiosos e atrair aqueles que eram sinceramente desejosos):

12 Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam, para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados (a cegueira e a surdez judicial acometem de maneira justa aqueles que não desejam ver nem ouvir; a ênfase está na pessoa, e não em Deus. Ele deseja que todos vejam e ouçam).


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13 E lhe disse: Não percebeis esta parábola? (Contém uma branda recriminação. A pergunta feita pelo Senhor indica que eles deveria tê-la entendido.) Como, pois, entenderão todas as Parábolas? (A Parábola do Semeador estabelece o princípio de todas as Parábolas no que diz respeito ao entendimento).

Marcos 4:14-20 –

14 O semeador semeia a Palavra (A Palavra de Deus. Essa “semente” deve ser semeada no mundo inteiro [Mc 16.15]).

15 E estes (os que apenas ouvem, mas não recebem), são os que estão junto ao caminho, nos quais a Palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, imediatamente vem Satanás, e tira a Palavra que foi semeada nos seus corações (a estrutura da frase mostra que essas pessoas não devem permitir que Satanás lhes tire a Palavra).

16 E do mesmo modo estes (aqueles que ouvem e recebem, mas não têm durabilidade alguma), os que recebem a semente sobre pedregais, são os que ouviram a Palavra, e logo com prazer a recebem (milhões se encaixam nessa categoria);

17 Mas não têm raiz em si mesmos (mais uma vez, o erro é da pessoa), antes são temporãos (quer dizer que eles eram de fato Nascidos de Novo); depois, sobrevindo a tribulação ou a perseguição por causa da Palavra (como certamente ocorrerá), logo se escandalizam (não conseguem suportar a oposição porque eles não têm raiz alguma, o que significa que o terreno não estava suficientemente preparado).

18 E estes (têm um bom começo e até mesmo perseveram por algum tempo, mas permitem que o mundo os detenha), os que recebem a semente entre os espinhos, os quais ouvem a Palavra,


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19 Mas os cuidados deste mundo, o engano das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a Palavra, e fica infrutífera (significa que eles dão fruto por algum tempo, mas permitem que as coisas mundanas o sufoquem até que se tornam totalmente infrutíferos, perdendo seu rumo; a Parábola do Semeador refuta completamente a doutrina não bíblica da eterna segurança incondicional, como deveria estar óbvio aqui).

20 E estes (aqueles que ouvem, recebem, dão fruto e continuam a dar fruto para sempre; eles não permitem que nada os tire do caminho), os que recebem a semente em boa terra (a pessoa determina se o solo é bom ou não ); são os que ouvem a Palavra, a recebem, e dão fruto; um a trinta, outro a sessenta, e outro a cem, por um.

Marcos 4:21-25 –

21 Também disse-lhes: Vem porventura a candeia para ser posta debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? Não vem antes para se colocar no velador? (O Evangelho não deve ser desfrutado apenas em particular, mas deve ser compartilhado como uma lâmpada compartilha sua luz).

22 Porque não há nada encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto (o Evangelho não é destinado a ser escondido, ou mantido em segredo, mas deve ser espalhado por toda parte, em todo o mundo).

23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça (o Senhor fará com que o Evangelho seja conhecido por todas as Nações, e todos os que o ouvem serão considerados responsáveis pelo que ouvem).

24 E disse-lhes também: Atendei ao que ides ouvir (não há desculpa alguma para Crentes que não ouvem corretamente). Pois com a medida com que medirdes, vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada (a inteligência espiritual será dada ao estudante na mesma medida da aplicação que ele empregou no estudo da Bíblia).

25 Porque ao que tem, ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado (os dons espirituais, se exercidos, serão desenvolvidos; se não, serão perdidos).

Marcos 4:26-29 – A parábola da semente

26 E dizia: O Reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra (a responsabilidade dos Crentes de espalhar o Evangelho);

27 E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como (a Palavra, se semeada corretamente, terá, sem dúvida, seu efeito apropriado).

28 Porque a Terra por si mesma frutifica; primeiro a erva, depois a espiga, e depois o grão cheio na espiga (essa é a Lei do Evangelho quanto a “semear e colher”).

29 E quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque a hora da colheira chegou (refere-se ao final dos tempos, quando a Igreja será chamada a prestar contas).

Marcos 4:30-34 – A parábola da semente de mostarda

30 E dizia: A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que Parábola o representaremos? (Visa a revelar o modo como Satanás procurará corromper a Palavra de Deus).

31 É como o grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na Terra (a Igreja começou muito pequena);

32 Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos (o Cristianismo é, atualmente, a maior religião na Terra, com quase dois bilhões de adeptos, de um modo ou de outro), de tal maneira que as aves do Céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra (refere-se à maior parte do Cristianismo sendo corrompido pelos Poderes Satânicos, como explicado em Mateus 13.19 e Lucas 8.12).

33 E com muitas Parábolas tais lhes dirigia a Palavra, conforme o que podiam entender (eram capazes de compreender).

34 E sem Parábolas, nunca lhes falava; porém, a Seus Discípulos em particular Ele declarava tudo (dando-lhes instruções completas).

Marcos 4:35-41

35 E disse-lhes (aos Doze) aquele dia, sendo já tarde (o mesmo dia em que ele havia estado ensinando às pessoas por meio de Parábolas): Passemos para o outro lado do mar (apresenta-se como um microcosmo desta vida atual; as tormentas vêm e é somente com Cristo que podemos chegar à outra margem).

36 E despedindo a multidão, levaram-nO consigo, assim como estava, no barco (Ele estava muito cansado, até mesmo a ponto de esgotamento físico; como homem, Ele ficava cansado, exatamente como nós); e havia também com Ele outros barquinhos (refere-se àqueles que, compreensivelmente, queriam estar perto Dele).

37 E levantou-se grande tempestade de vento, que jogava as ondas sobre o barco, de tal maneira que já se enchia de água (representando, no sentido espiritual, as tormentas da vida, que atingem todas as pessoas).

38 E Ele estava na popa dormindo sobre uma almofada, e despertaram-nO, dizendo-Lhe: Mestre, não te impotas que pereçamos? (O Senhor havia dito, “passemos para o outro lado”. Isso significa que, apesar da tormenta, ou de qualquer outro problema, eles alcançariam a outra margem. O povo de Deus está no mesmo barco com Cristo, e não podemos perecer porque ele não pode perecer. No entanto, devemos esperar tormentas vindas da oposição porque, com certeza, elas virão [Sl 93].).

39 E Ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te (em Grego, a intimação é: “Silêncio! Cala-te”). E o vento se aquietou, e houve grande bonança (imediatamente).

40 E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? (Esse tipo de medo mostra amor impróprio [1Jo 4.18].) Ainda não tendes fé? (Os Discípulos haviam aceitado que Ele era o Messias, mas tinham uma visão incorreta do que isso significava.)

41 E sentiram um grande temos (que dizer que o medo que eles sentiram Dele era maior do que o medo que havia tido da tormenta), e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar Lhe obedecem? (Os Discípulos tinham razão! O vento e o mar obedeceram a Ele, assim como todas as coisas. Então, por que deveríamos temer?)

Conclusão do Estudo

Muitas pessoas não compreendem a Verdade , porque não estão prontas para recebê-la. Deus revela a verdade às pessoas que agirão de acordo com ela.

Quando falarmos com as pessoas sobre Deus, temos que estar certos de que só compreenderão se estiverem prontas.

Que sejamos pacientes, aproveitando as oportunidades para contar a elas os detalhes sobre Deus. E que possamos orar para que o Espírito Santo abra a mente e o coração, a fim de que recebam a Palavra e ajam de acordo com ela.

Considere ler também:

Marcos 4 estudo.

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